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O que a literatura pode nos ensinar sobre as dores invisíveis do cotidiano?
Recentemente li Olhos d’Água , de Conceição Evaristo, e encontrei um daqueles livros que não apenas contam histórias — eles nos atravessam. Logo nas primeiras páginas, a autora escreve: “E quando, após longos dias de viagem para chegar à minha terra, pude contemplar extasiada os olhos de minha mãe, sabem o que vi? Vi só lágrimas e lágrimas. Entretanto, ela sorria feliz. [...] Minha mãe trazia, serenamente em si, águas correntezas. [...] Hoje, quando já alcancei a cor dos o

Silvia Maria Menanteau
26 de fev.2 min de leitura
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