Intuição & Desconexão
- Silvia Maria Menanteau

- 4 de jun.
- 2 min de leitura

Ela nunca esqueceu do pai que a levava para comprar livros nos finais de semana, virou jornalista e escritora. Ele nunca se esqueceu do namorado que perguntou do que gostava, percebeu quão distante estava de si mesmo.
No último livro que publicou ela debruçou sobre a Intuição. A que precisa de presença para escolher certo. O que deve ser abandonado e silenciado de forma consciente. Faz a retomada da Inteligência Ancestral, a IA de outros tempos que nos fez chegar até aqui.
Ele conta sobre a alegria em ficar de fora. Quando disse basta para um trabalho de sucesso no mundo da moda, custou para se adaptar a uma rotina em que podia ser dono do seu tempo.
Ela diz que o tempo é importante e necessita de cuidados. Ele sente hoje um chamado para ser guardião de como as coisas eram e no que se transformaram, para compartilhar experiências. Os dois, dizem coisas semelhantes a seu modo. A capa de seus livros reflete isso. A totalidade e a consciência plena. Rosa e Amarelo. Sentimento e poder.
As discussões sobre estes temas não são novas, mas são esquecidas sempre que decidimos estar sem vontade de estar, olhar sem ver, correr para não perder e insistir quando o corpo pede para desistir.
Ouvir vozes buscando equilíbrio entre o sucesso e a paz pessoal, me faz pensar que, no final das contas, sairemos vencedores como humanidade.
Gratidão Petria Chaves e André Carvalhal pela conversa mágica na Feira do Livro no Pacaembu em Sampa.
Por não terem esquecido, estão na linha de frente das pessoas que insistem e não desistem! E isto é lindo de viver.
As referências bibliográficas:
O livro dela – Como sei o que se
O livro dele – A alegria em ficar de fora



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